quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Veraneio gaúcho

Texto atribuído a Paulo Waimberg.


Está chegando o verão e com ele o veraneio, como chamamos aqui no Sul.
Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, re-entrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro.
Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina.
Característica nossa, não gostamos de intermediários.

Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.
O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa.
É marrom!
Cor de barro iodado, é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.

Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de fresco e em praia de gaúcho não tem sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.

Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida.
O nordestão é vento com grife e estilo... estilo vendaval.
Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água.

Outra coisa: nosso mar é pra macho! Água gelada, vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.

Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guardassol. Guardassol, você sabe, é o antigo guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não agüentam seu peso e se enterram na areia.

Chega o nordestão e... lá se vai o guardassol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.
O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.

Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.
E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outras bichices. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.


P.S. do blog: Tudo isso é que faz do Sul o melhor veraneio do mundo. Não há praia e mar melhores no planeta, nem coração mais bairrista que o nosso.

Carteira de terrorista da Dilma

Esta imagem está circulando pela internet sem uma origem conhecida.
FALSO OU VERDADEIRO????
A internet proporcionou uma maior velocidade nas informações e na divulgação dos fatos. Verdades que antes eram escondidas do grande público agora vem à tona em questão de horas ou minutos. Também virou a lata de lixo do mundo, onde qualquer um coloca o que bem entender sob um certo manto de anonimato. Nada é 100% confiável, nem 100% mentira. Sei que surgirão comentários nesse post, apenas solicito que sejam despreendidos de fanatismos de esquerda e de direita. Se alguém souber informações sobre esta carteira, agradeço os comentários. Mas por favor, nada de baixarias, surtos psicóticos, chiliques, etc... mesmo porque os leitores que acessam esse pequeno blog são inteligentes.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ano Novo


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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

DAVI DE MICHELANGELO

A estátua de Davi, do famoso artista renascentista Michelangelo retorna à Itália após dois anos de tournée pelos Estados Unidos.
Com o patrocínio dos fast-foods do Tio Sam.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

MANIFESTO

MANIFESTO
PELO FIM DA PUBLICIDADE E DA COMUNICAÇÃO MERCADOLÓGICA
DIRIGIDA AO PÚBLICO INFANTIL

Em defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira, pessoas, organizações e entidades abaixo assinadas reafirmam a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos e pedem o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil.

A criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.

Consideramos que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos seus pais ou responsáveis, estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento. Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.

A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.

Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.

Por tudo isso, pedimos, respeitosamente, àqueles que representam os Poderes da Nação que se comprometam com a infância brasileira e efetivamente promovam o fim da publicidade e da comunicação mercadológica voltada ao público menor de 12 anos de idade.
Acesse o site

www.publicidadeinfantilnao.org.br

e participe.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Resultado do 1º Prêmio Araucária de Literatura

Lúcia Cardoso, de Recife (PE), na categoria Poesia, Tatiana Alves Soares Caldas, do Rio de Janeiro (RJ), na categoria Contos, e Maria Cristina Drese (Buenos Aires, Argentina), condecorada com a Medalha Internacional Miguel Russowsky, foram as vencedoras do I Prêmio Araucária de Literatura, organizado pelo Centro de Ação Literária de Campos do Jordão.
Segundo Benilson Toniolo, idealizador e organizador do Projeto, o Concurso teve a participação de 175 escritores de 21 Estados Brasileiros, e 06 participações do Exterior (Argentina, Cuba, Itália, Estados Unidos, Espanha e Portugal), com 119 Contos e 206 Poemas, e caracterizou-se “pelo alto nível literário apresentado”.

O Corpo de Jurados foi composto por: Simone Andréia dos Santos Silva (professora, pedagoga e orientadora educacional), Sergio Asquenazzi (professor, historiador, escritor e Diretor da Biblioteca de Campos do Jordão), Débora Ribeiro (psicóloga, professora e escritora) e Jesus Anacleto Rosa (professor universitário e teólogo).
Confira abaixo a lista completa dos vencedores, em ambas as categorias:


POESIA
AUTOR

1º LÚCIA CARDOSO - Recife, PE - Amor Antigo
2º MARIA APPARECIDA COQUEMALA - Itararé, SP - Abandono
NEY EICHLER CARDOSO - Niterói, RJ - Pouca Coisa
MH AMILTON MACIEL MONTEIRO - São José dos Campos, SP - Sentido da Vida
MH AMÉLIA MARCIONILA DA LUZ - Pirapetinga, MG - Procura
MH GERALDO DE MENEZES - Divinópolis, MG - Migalhas da Vida
MH LAERSON DE MORAES - Campinas, SP - Amor Primeiro
MH ANDRÉ LUIZ AMORA - Rio de Janeiro, RJ - Ad Infinitum
MH ARACI DUARTE FERRARI - Piracicaba, SP - Nada de Concreto, Só Abstrato
MH ZUYLA CARTAXO - Recife, PE - Retirante

CONTOS
1 TATIANE ALVES SOARES CALDAS - Rio de Janeiro - Do Limbo
2 LAURA COHEN RABELO - Belo Horizonte - Underwood 298
3 DANIELE BARIZON - Rio de Janeiro - Valsa Lenta
MH JOÃO NATALE NETO - São Paulo - Jesus Morreu no Sábado
MH FERNANDO CATELAN - Mogi das Cruzes (SP) - A Partilha
MH ROBERTO MARCIO PIMENTA - Serra (ES) - Insanos
MH MAURO SPINATO - Ijuí (RS) - O Menino de Papelão
MH DAFNIE PAULINO DA SILVA - Campinas (SP) - Esperando Por Ele
MH COSME CUSTODIO DA SILVA - Salvador (BA) - Rascunho de Uma Vida
MH AGLAÉ TORRES - São Paulo - O Diferente Novo

Olha aí nós outra vez... Ainda nas menções honrosas. Ainda assim, fiquei sozinho como representante do sul. Qualquer dia chego no primeiro lugar.
Não vou publicar o conto aqui pois é muito longo. Se alguém quiser disponibilizo por e-mail.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PRIMEIRAS DÚVIDAS


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PRAGAS


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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Emocionante história de Paul Potts

Essa história aconteceu em 2007 e não teve tanta projeção quanto a de Susan Boyle, mas também é uma história surpreendente e cativante. Consegui este vídeo legendado, que facilita bastante a compreensão. Vale a pena assistir. Como bônus, a tradução da obra-prima de Giácomo Puccini, Nessum Dorma.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

CAMBALACHE

A música "Cambalache" foi composta em 1934 pelo argentino Enrique Santos Discépolo. é um tango popular desta época. 53 anos depois o cantor Raul Seixas traduziu e regravou a música, adaptando alguns personagens para a época atual. Vejam o vídeo e leiam a letra. É interessante notar que mais de 50 anos depois dessa composição as indignações e os motivos das mesmas continuam os mesmos. Recordo as palavras de Leonardo Boff. "...o homem é um lenho torto do qual jamais se conseguirá tirar uma tábua reta." E assim vamos caminhando... tortos, por caminhos tortos, rindo de nossas dores e mazelas. Vez por outra aparece alguém que nos ensina que caminhar ereto não causa dor, mas...

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Cambalache

Que o mundo foi e será uma porcaria eu já sei
Em 506 e em 2000 também
Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados
Contentes e frustrados, valores, confusão
Mas que o século XX é uma praga de maldade e lixo
Já não há quem negue
Vivemos atolados na lameira
E no mesmo lodo todos manuseados
Hoje em dia dá no mesmo ser direito que traidor
Ignorante, sábio, besta, pretensioso, afanador
Tudo é igual, nada é melhor
É o mesmo um burro que um bom professor
Sem diferir, é sim senhor
Tanto no norte ou como no sul
Se um vive na impostura e outro afana em sua
Ambição
Dá no mesmo que seja padre, carvoeiro, rei de paus
Cara dura ou senador
Que falta de respeito, que afronta pra razão
Qualquer um é senhor, qualquer um é ladrão
Misturam-se Beethoven, Ringo Star e Napoleão
Pio IX e D. João, John Lennon e San Martin
Como igual na frente da vitrine
Esses bagunceiros se misturam à vida
Feridos por um sabre já sem ponta
Por chorar a bíblia junto ao aquecedor
Século XX "cambalache", problemático e febril
O que não chora não mama
Quem não rouba é um imbecil
Já não dá mais, força que dá
Que lá no inferno nos vamos encontrar
Não penses mais, senta-te ao lado
Que a ninguém mais importa se nasceste honrado
Se é o mesmo que trabalha noite e dia como um boi
Se é o que vive na fartura, se é o que mata, se é o
Que cura
Ou mesmo fora-da-lei

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eles estão chegando...(parte 2)

Chegou a 9ª Antologia de Contos e Crônicas dos Anjos de Prata. Dos nove livros editados pelos Anjos, participo de três. Os anjos são um grupo de escritores reunidos na web e capitaneados pelo também escritor Adalberto Muniz, que unem-se pelo prazer da escrita. Quem quiser conhecer a nossa história é só acessar http://www.anjosdeprata.com.br/ . Nesta antologia participo com o conto "A Última chance".


A Última Chance

A coxa ainda dói. Os joelhos sujos de grama e terra têm pequenos espaços sem pele. Os jogadores andam a sua volta, inquietos. A bola está fixa no local indicado pelo juiz da partida. Com o pé em cima da bola ele observa a movimentação. Está frio, impassível. Sente-se o centro do universo quando tudo parece acontecer em câmara lenta. Por um momento deixa de ouvir gritos, um rufar de vozes se agiganta fazendo com que o estádio inteiro curve sobre ele.


Muitas vezes presenciou cenas como esta e em todas elas imaginou-se como protagonista. O dia chegou, hoje não é mais imaginação. É o último minuto de jogo, o tudo ou nada, o último chute, o ataque final. A expectativa do gol, a expectativa da vitória ou do fracasso. A responsabilidade em seu pé, num único chute. A bola balançando a rede e a fama, um futuro, um lugar na história. Um erro e o esquecimento, o limbo.


O som do apito tira-o dos pensamentos. A barreira está pronta. Sete homens de vermelho contrastam com o verde do gramado, obstruindo-lhe a visão. Afasta-se da bola em passos lentos, para trás. Tudo é silêncio, agora. Não vê o goleiro, apenas os postes e o travessão. Faltam segundos. Olha para cima em busca de Deus, mas encontra o tempo do jogo gravado no placar. Quarenta e sete minutos, não há mais tempo, é a última chance. Fixa os olhos na bola uma última vez, como a implorar que ela siga o caminho certo. O juiz apita novamente. Seus pés movem-se lenta e vigorosamente em direção à bola. Uma pancada e ela ergue vôo. Como um corpo celeste, gira em seu próprio eixo enquanto segue em sua derradeira órbita. Aos passar pelos homens de vermelho, o quinto jogador pula tentando interceptá-la com a cabeça. Em vão. Ela segue numa parábola perfeita, matemática. O goleiro decola rumo ao mais longínquo canto de sua fortaleza.

Os dois em pleno ar, disputam uma corrida de frações de segundo. Quem será mais rápido?
A mão se estende, mas a bola passa balançando a rede. A fortaleza está devassada e as asas do guerreiro somem em pleno ar, derrubando-o estrondosamente ao chão. É o fim. É a glória; e a ruína.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Tico Tico no fubá - 4 mãos e 1 violão

Não sei quem são, mas são muuuito bons!!!

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NOITE BRANCA


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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Obrigado... Obrigado...Obrigado.

Rompemos nesse mês de novembro a barreira dos 1.000 acessos mensais. Pode parecer pouco frente a outros blogs que tem 5, 10, 100 mil acessos diários, mas para quem tinha pretensões bem mais modestas é muito, muito bom. Essa é a 200ª postagem e quero agradecer a todos que me deram o privilégio de todos esses acessos. Em 17 meses de existência estamos nos aproximando das 10.000 visitas. Obrigado a todos, sem excessão.
Gostaria de poder nomear a todos, mas é impossível. Obrigado aos 47 países que visitam meu blog (sei que alguns foi por acidente), principalmente a Portugal (minha virtual amiga Luiza Ataíde que divulgou o blog entre seus amigos lusitanos; um beijo Luiza), Estados Unidos, Itália, Espanha, Inglaterra, França, Bélgica e outros.
Obrigado ao pessoal de Peixoto de Azevedo ou cidades arredores, no coração da Amazônia (quem são vocês que se destacam no mapa de acessos pela posição isolada?). Obrigado a todos os estados (temos acessos de todos eles). Obrigado às pequenas ilhas no meio do Atlântico, à Califórnia e à distante Seramang na Indonésia. Obrigado pelas sugestões e pelas colaborações (que nem sempre podem ser aproveitadas, mas são recebidas com muito carinho). Enfim... obrigado...obrigado... obrigado. Abaixo o mapa dos visitantes.


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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eles estão chegando...(parte 1)

Chegou o livro "Tudo num só", coletânea da Associação dos Escritores de Santa Rosa. Reúne contos, crônicas e poesisas dos associados e também dos classificados no Concurso Darques Lunelli de 2007. Meu conto "Piedade" ficou classificado em 5º lugar e está no livro.

PIEDADE

- Piedade! Piedade! - gritava o velho louco pelas ruas da pequena vila até
parar sempre na casa rosa da esquina.
Em frente à porta pronunciava seu lamento como se um mantra fosse: - piedade... piedade... até Adelaide alcançar-lhe um pão velho, um pedaço de carne ou restos de bolo embatumado. Recebia a esmola com necessidade e seguia rumo ao fim da rua, ao fim da vila, ao começo do nada.
O velho Piedade, como era conhecido, simplesmente apareceu. Ninguém lembrava ao certo a primeira vez que cruzou a rua principal da pequena vila. Mas fazia muitos anos, pois a maioria não conseguia lembrar da vila sem a sua presença. Quando apareceu já era velho, com cabelos e longa barba brancos. Usava sempre uma roupa branca de algodão cru, que parecia ter nascido com ele, e sandálias de couro. Sem parentes, sem amigos, nada se sabia de sua vida, nem passado, nem presente. Morava no meio de um pequeno morro abandonado e infestado por unheiros de gato, no meio dos quais supunha-se haver uma casa por causa da fumaça que saía de seus impenetráveis espinhos. Após receber a esmola na casa rosa embrenhava-se no mato de espinhos e desaparecia. Por centenas de vezes foi acompanhado por curiosos que o viam entrar nos espinheiros, mas nunca foi visto saindo dele. Ao nascer do sol entrava na vila pelo lado oposto percorrendo o caminho de sempre e implorando:
- Piedade! Piedade! Piedade!

Jamais parou em outra casa que não fosse a casa rosa da esquina. A moradora, hoje viúva, fora outrora casada com um rico e próspero agricultor da região. Tentou inúmeras vezes saber do velho quem era, de onde vinha e porque havia escolhido ela e sua casa para atormentar. Mas as únicas palavras pronunciadas pelo velho louco eram piedade, piedade, piedade. Em certa ocasião, muitos anos atrás, deu ao velho um ultimato: não lhe daria mais nada, nem um grão de arroz se ele não revelasse seu mistério. O velho Piedade permaneceu três dias em pé frente à porta pronunciando seu lamento. Várias pessoas ofertaram comida e água que, educadamente, recusou. Pressionada, ao fim do terceiro dia, Adelaide entregou um pão inteiro e meia galinha assada.
Anos mais tarde Adelaide tentou outra maneira de se livrar do velho. A esmola reservada foi sendo reduzida. Além de pouca, muitas vezes entregava comida já deteriorada e até restos de seu cachorro, sua única companhia. Via nos olhos do velho a tristeza e a decepção quando entregava a esmola cada dia mais rala. Haveria de fazê-lo desistir. Numa manhã, quase no fim do inverno, o velho Piedade não apareceu. As pessoas da rua saíram aos portões para saber o que teria acontecido. Mas nem um sinal se via. Ao meio dia alguns curiosos foram até o fim da rua e avistaram-no ao pé do pequeno morro cavando a terra. No cair da tarde Piedade embrenhou-se nos espinheiros e voltou carregando o que todos identificaram como sendo um corpo. Colocou-o cuidadosamente dentro da vala escavada e devolveu a terra. Ergueu do chão uma cruz confeccionada de espinhos e plantou-a na cabeceira do túmulo. As pessoas que observavam correram contar a novidade na vila. Em pouco tempo todos comentavam o assunto. Existia mais alguém na casa do velho Piedade! Seria possível alguém esconder-se durante todos esses anos? Seria uma mulher...? O assunto fervia de porta em porta, de janela em janela. Será que ele retornaria no dia seguinte?

O sol ainda não tinha nascido e as luzes das casas já estavam acesas e as janelas abertas à espera de Piedade. Ao nascerem os primeiros raios de sol ele apareceu, como sempre, no lado oposto da vila. Mas não era o mesmo Piedade que passava por ali todos os dias. Os passos trôpegos deram lugar a um caminhar firme, ereto. O olhar sofrido foi substituído pela firmeza e altivez, suas roupas estavam mais brancas e o rosto parecia iluminado. Percorreu a rua principal em silêncio, pela primeira vez. Chegou à casa rosa e bateu na porta.
- Vim me despedir. - disse com a voz firme, assim que Adelaide abriu a
porta.

Adelaide permaneceu muda. Aquele não era o mendigo louco que a atormentara durante anos. Sentiu que aquele era o momento em que todo mistério seria desfeito.
- Vou embora. O Toninho morreu ontem. Meu trabalho aqui na Terra está
terminado.

- Quem era o Toninho? - perguntou num impulso.
- O Toninho era teu filho, Adelaide. Aquele filho que tu geraste ainda solteira e jogaste morro abaixo para não perder o noivo rico que havias conseguido. A missão daquele espírito era sofrer aqui na Terra para que tu, dando amor, carinho e cuidados, saldasses o mal que fizeste em vidas passadas. Mas tu o renegaste. Deus me mandou e eu o recolhi. Por trinta e dois anos eu cuidei dele, cego e paralítico, devido a queda que teve ao nascer. Por trinta e dois anos andei por esta rua pedindo piedade para tua alma e bati em tua porta pedindo comida para teu filho. Alimentei-o por trinta e dois anos com a esmola que tu mandavas para ele. Mas tu não compreendeste. Pensavas que eu era apenas um velho louco. Mesmo nos últimos tempos em que mandavas comida estragada, teu filho agradecia pelo que recebia de ti. Eu sei que em nenhum momento, nesses anos todos houve um segundo de arrependimento pelos teus atos. Amanhã não me verão mais. Terás que pedir a Deus sozinha. Não pedirei mais por ti. Mesmo que não queiras saber, Toninho agora está em paz. Está com o Pai.

Nos anos seguintes a pequena vila acostumou-se com a velha louca que perambulava pelas ruas gritando:
- Piedade! Piedade! Piedade! - abraçada a uma cruz de espinhos.

I Prêmio Nacional de contos da AGE

A Associação Guarujaense de Escritores divulgou hoje o resultado de seu primeiro concurso de contos. Foram classificados 10 contos:

Roberto Ferreira Toledo de Oliveira - A vida pelo lado de fora - São Vicente - SP
Tatiana Alves Soares Caldas - A face de Thanatos - Rio de Janeiro - RJ
Carlos Bruni Fernandes - A florista - São Paulo - SP
Ubiratan Moreno Soares - Noite antes daquele dia - Santos - SP
Eduardo de Paula Nascimento - In medio virtus - Franca - SP
Maria de Lourdes Maia Gonçalves - Valentina - Itajubá - MG
Jacqueline Lopes Salgado Soares - A barca das palavras - Belo Horizonte - MG
Mauro Darcy Spinato - Mis amigos... nunca más - Ijuí - RS
Débora Vieira Ramires - Doce de abóbora - Niterói - RJ
Marcus Vinicius de Almeida Donzelli - Mel e flor de laranjeira - São Paulo - SP
Olha eu aí de vermelho. Fui o único representante do sul a ser classificado. Porém os primeiros lugares foram para longe:
1º lugar - Jacqueline Lopes Salgado Soares - A Barca das Palavras
2º lugar - Eduardo de Paula Nascimento - In Medio virtus
3º lugar - Tatiana Alves Soares Caldas - A Face de Thanatos
Parabéns aos vencedores.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

LULA, FILHO DO BRASIL - AILEDA DE MATTOS OLIVEIRA

Este não é um blog político, mas o texto abaixo merece ser lido e refletido. MUITO REFLETIDO.

Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequências das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das idéias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.
Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.
Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo. Como se não bastasse as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, “coincidentemente” será levado à exibição em primeiro de janeiro de 2010.
Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis. Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante deste (para mim) repugnante personagem da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.
Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude. Já imagino este filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.
Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do palhaço de Garanhuns, desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

Aileda de Mattos Oliveira
Prof.ª Dr.ª de Língua Portuguesa
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

História curta

Morte na noite
Escuro. Não consigo dormir. Só o cricrilar de um grilo rompe o silêncio da noite. O som cresce na escuridão. Ouço barulhos. Passos cruzam o corredor e passam em frente ao meu quarto.
Uma tênue luz se arrasta por baixo da porta. O grilo silencia. Ouço o barulho do jato de urina batendo na louça do vaso sanitário. Silêncio novamente.
De repente, a explosão. Um estampido, seco, único. Pulo na cama, assustado. A água corre na torneira. A luz apaga. Os passos, arrastados, param na minha porta. Alguém mexe na maçaneta. Medo, muito medo. O suor emerge na minha testa. A porta abre. Tudo escuro. Tenho medo. Fecho os olhos com força e penso em gritar.
A luz do quarto acende e o medo aumenta. Fico paralisado. Olhos fechados. Olhos cerrados. A luz apaga e a porta fecha. Escuro. Silêncio. O grilo não voltou a cantar. O silêncio sufoca.
O dia amanhece. Saio da cama enquanto a casa ainda dorme.
No banheiro, ao lado do cesto de roupas sujas, o grilo. Defunto, não cantará jamais.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Professor Berger - Histórias de uma vida plena

Meu querido professor Florêncio Berger completou 90 anos de vida. Para comemorar os filhos editaram um livro com sua vasta biografia, onde contam a tragetória deste homem que dedicou a sua vida aos livros e à musica. Tive eu a sorte e o privilégio de tê-lo dentro da minha sala de aula. Muitos dos preceitos morais e éticos que trago em minha vida me foram transmitidos pelo "Florentz". Deus continue te abençoando.

Eu e o Florentz

A capa do livro.
Abaixo publico uma crônica que escrevi no ano de 2000 e que tive a honra de ver incluída no livro em homenagem ao me professor.



Primeiros passos

Quinta série primária. Dez anos. Moleques iniciando a pré-adolescência no começo dos anos setenta. Cabecinhas vazias, ansiosas para conhecer mais um professor que estava por chegar. Ainda sem muito entender esta confusão de professores entrando e saindo da sala a cada hora, cada um com um assunto diferente. Matemática (argh!), história, ciências. Lá vem ele. Vejam só como é velhinho. Parece um Papai Noel. Falta apenas a barba. Olha a pose. Como caminha ereto e com passos firmes. Os óculos também são de Papai Noel. Há um sorriso estampado no rosto. Bonachão.
- Bom dia, crianças! E não se esqueçam da vírgula após o “bom dia” nem o ponto de exclamação no fim da frase.
O coro obediente responde ao cumprimento. A voz também é parecida com a do Papai Noel.
- Eu sou o professor de português. Meu nome é Florêncio.
Não fosse a avançada idade do professor e a minguada idade da turma, o mundo teria vindo abaixo. Florêncio? Que nome estranho. Coitado, pensamos engolindo as próprias risadas.
- Hoje na nossa primeira aula, quero conhecer a todos, ver suas letras e seus pensamentos. Vamos fazer uma redação.
O desespero tomou conta de todos. O que é uma redação? O que ele quis dizer com “conhecer nossos pensamentos” ? Um burburinho geral formou-se na sala.
- Não sabem o que é uma redação? Não tem problema. Vamos fazer uma composição. Escrevam sobre o que gostam, falem sobre as férias, sobre o que sentem, contem os seus sonhos.
E fizemos então nossa primeira redação. Enquanto escrevíamos, aquele velhinho caminhava pela sala elogiando um ou outro, comentando que conhecia os pais deste ou daquele. Às vezes assoviava uma música; outras vezes cantava. Com as cabeças baixas olhávamos furtivos aquela figura simpática e diferente, acostumados que estávamos com professores austeros e sisudos. A sua alegria contagiava e iluminava toda sala. Então sentimos pela primeira vez como trabalha uma pessoa que tem paixão pela sua profissão. Mais que o nosso professor de português, ele foi um professor de vida. Muito mais que português, aprendemos ética e respeito. Acompanhou nossos primeiros passos pela filosofia, que tanta falta faz nos dias de hoje, Nos ensinou ecologia numa época em que era moda derrubar florestas. Moral, integridade e Deus eram assuntos constantes em suas aulas. E, principalmente, nos ensinou sermos apaixonados pelos nossos sonhos e nossos ideais E os dias foram passando e as redações acumulavam-se. O incentivo e o vigor daquele professor era tanto que nem quando doentes faltávamos as suas aulas.
A paixão pelos livros entrou em nós como que por osmose. Nada foi forçado. Aprendemos a gostar de ler e escrever. Vimos que através da escrita podíamos expressar melhor os nossos sentimentos e revelar com mais precisão o que havia dentro de nossas almas.
Hoje, muitos anos depois, ficaram no baú centenas de “composições” que um dia prometemos transformar em livros, mas lidas agora revelaram-se muito íntimas. Naqueles dias colocávamos no papel a nossa essência pura, sem as máscaras da sociedade. Hoje somos adultos e não fica bem sermos autênticos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Dia em que Luca não voltou

Quem estiver pelos lados de POA, uma boa oportunidade é o bate-papo com Luis Dill no dia 25/11. Com certeza mais um excelente trabalho desse autor. Vejam a programação abaixo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um sábado qualquer...




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Fotografias de 1904 - quarta parte


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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

AS CARTAS SELECIONADAS DE MINHA HISTÓRIA DE NATAL 2009

Doze telespectadores tiveram suas cartas selecionadas na promoção MINHA HISTÓRIA DE NATAL, da RBS TV. A partir deste domingo (8 de novembro), iniciam as gravações nas cidades de onde as cartas foram selecionadas (conforme relação abaixo).

Durante três sábados, 28 de novembro, 5 e 12 de dezembro, depois do Jornal do Almoço, na RBS TV, o público escolherá a carta preferida de cada final de semana. No dia 19 de dezembro, os telespectadores escolherão a Melhor Carta através de votação interativa.

Todos os 12 selecionados receberão cestas natalinas e a carta escolhida pelo público receberá um aparelho de televisão LCD, 32 polegadas.


As 12 cartas selecionadas em ordem alfabética:


1. ALBERTO BARRETO GOERCH, da cidade de Santa Maria

2. CARLOS ANTUNES, da cidade de Canoas.

3. CLÁUDIA PRATES, da cidade de Charqueadas.

4. DOGLAS PEDRO PRANDO, da cidade de Sananduva.

5. JOSÉ ITAMAR SCHUH, da cidade de Giruá.

6. LETÍCIA SAYDELLES AMORIM, da cidade de São Gabriel

7. MARLI HACK, da cidade de Taquara.

8. NEUSA MARIA ELIAS HENN, da cidade de Santa Cruz.

9. ROBSON LEMES, da cidade de Rio Pardo.

10. ROSANA SCOLARI, da cidade de Erechim.

11. SILVIA GOULARTE COLVARA, da cidade de Pelotas.

12. SIMONE DOS SANTOS, da cidade de Bento Gonçalves.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pintura Fantástica

A imagem abaixo é um óleo em tela pintada pelo artistas chineses Dai Dudu, Li Tiezi e Zhang An. Ela retrata dezenas de personalidades mundiais a discutir com Dante Alighieri sobre a Divina Comédia. Como são artistas chineses há no quadro muitas personalidades orientais desconhecidas para nós do ocidente, mas isso é apenas um detalhe cultural. No site http://cliptank.com/PeopleofInfluencePainting.htm ao passar o mouse sobre a imagem de cada personagem, pode-se acessar um link para sua biografia na Wikipedia. Vale a pena acessar e guardar uma cópia da imagem.


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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Oficina de Literatura - Narrativa Longa

Na sexta feira, dia 23, tivemos uma palestra/debate com o escritor Vitor biasoli de Santa Maria e Antônio Sanseverino, professor portoalegrense. O evento foi mediado pelo mestre Larry (que anda fazendo bico de garoto propaganda da Unijuí) e o assunto foi "as idades do homem em Machado de Assis". No sábado tivemos uma oficina de narrativa longa com o professor Antônio. Aprendi muito, mas muito mesmo. A turma ótima, o professor idem. É sempre um prazer estar entre pessoas inteligentes. Pena que o tempo foi escasso. Ficamos, porém, com o tema de casa: a produção de um capítulo tendo como inspiração Machado de Assis, é claro. Olha a foto da turma aí...

Olha nós aí. O Antônio Sanseverino é o do meio, sentado.

Oficina de fotografia no Sesc

Eu com o grupo adulto

Também na Aldeia Sesc fui convidado para ministrar algumas oficinas de fotografia. Pensei que faria oficinas para adultos mas fui surpreendido por turmas de 5ª a 8ª séries. Passado o primeiro susto tudo transcorreu em perfeita sintonia. A meninada foi nota 10. Foram turmas de várias escolas de Ijuí e Bozano e uma turma adulta. Tudo saiu perfeito. Uma das turmas mais animadas foi da Escola 15 de Novembro, de Ijuí, composta só de meninas. Olha elas aí embaixo.






Obrigado a todos pela participação e se o Sesc quiser faremos muitas outras.

Aldeia Sesc Ijuí 2009

Um verdadeiro show o teatro de rua da Cia São Jorge de Variedades que se apresentou no pátio interno do Sesc de Ijuí durante a Aldeia Sesc. Abaixo algumas fotos do espetáculo.










sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Prêmio Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year

Um dos mais tradicionais concursos fotográficos da Inglaterra divulgou seus vencedores de 2009. Entre mais de 43 mil fotos inscritas para o tema "Vida Selvagem".


Foto: José Luis rodrigues

Foto: Fergus Gil

Foto: Igor Shpilenok

Foto: Igor Shpilenok

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fotografias de 1904 - terceira parte





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Um sábado qualquer...

LIXO
FRUTO PROIBIDO
DÍZIMO

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